Resenha – Batman: o príncipe encantado das trevas parte 1 de 2

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A história retrata um clássico confronto entre Batman e Coringa por Gotham, onde o vilão está tentando fazer uma festa e dar um presente “decente” de aniversário para Arlequina, quando tudo dá errado graças ao homem morcego.

Em paralelo a isso, a vida de Bruce Wayne está virando de cabeça para baixo, quando uma mulher vai a público dizendo que ele é o pai não assumido de sua filha. A partir daí que a história principal de O Príncipe Encantando das Trevas começa.

Com um ritmo mais devagar – comum dos quadrinhos europeus -, a história é soturna e a arte de Enrico Marini é de tirar o fôlego. É ele quem escreve também. Enrico é italiano e isso justifica o ritmo da história e o formato do quadrinho – gigante -, 33,2 x 22. Um grande acerto da Panini, pois valoriza muito as aquarelas de Marini.

Quanto aos personagens, o cruzado encapuzado é bem semelhante ao da série de jogos Arkham, usado uma armadura tática que aparentemente aguenta muita porrada.

O Coringa está parecendo um personagem dos anos 90, ainda sanguinário, o jeito que o italiano o desenha, não o torna uma figura tão ameaçadora – a princípio, é claro.

Mas o que mais desvaloriza o gibi é mesmo sua história, nada original, quase boba em alguns momentos. Fora o fato da história ser em duas partes, apesar de deixar claro que haverá um gancho no final, talvez aguardar o lançamento da segunda parte a encadernar seria uma opção mais interessante, pois não acredito que todo mundo que leu essa primeira fase, irá comprar a parte dois.

Felizmente o preço de capa está mais do que acessível, variando entre os R$22 e R$25, dependendo do lugar onde você comprar. A segunda parte já está em publicação nos Estados Unidos, resta torcer para a Panini ser rápida como foi com esta primeira edição e conseguir trazer até o final do ano ou no começo do ano que vem, no mais tardar.

Batman: o príncipe encantando das trevas não é original, tão pouco encantador, como o título diz, mas sua arte vale o seu tempo, é divertida, além de acessível. A estreia de Marini no quadrinho mainstream foi curiosa, mas falta uma dose a mais de ousadia para ter nossa atenção.

#PraCegoLer:  Abaixo segue a resenha em áudio para deficientes visuais.

One Reply to “Resenha – Batman: o príncipe encantado das trevas parte 1 de 2”

  1. […] Antes de prosseguir com a resenha, é recomendado que leia a primeira parte, você pode conferir aqui! […]

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